Esta noite sonhei que tinha morrido. Mesmo morta, meu corpo e mina mente ainda estavam vivos. Era como se a morte tivesse se anunciado e aos poucos eu fui perdendo minha energia vital. A cada momento eu ficava mais fraca, as pernas não conseguiam mais andar, o pensamento mais lento, e eu lutava para permancer naquele estado morto vivo. Meu único medo era o de começar a sentir o cheiro da decomposição do corpo.
Falei com meus pais, minha mãe inconsolada, eu a acalmava... Falei com outras pessoas, não me lembro, eu estava no trabalho, não sei ao certo. Falei com a Sueli, que é espírita e trabalhou comigo anos atrás, parece que nos encontramos de verdade...
Que sonho maluco...
quarta-feira, 16 de maio de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Cabana dos Sonhos
“E é de você que eu lembro quando falam de amor. É em você que eu penso antes de dormir. É você que eu imagino ao meu lado daqui a décadas. É tudo você. Sempre vai ser você. E isso eu já não posso controlar mais, pois é em você que estou pensando agora.”
| — | Cabana dos Sonhos. |
terça-feira, 8 de maio de 2012
Não me olhe assim
Seus olhos são rios de águas profundas
onde posso navegar tranquilamente
Parecem duas luas distantes
de outra galáxia
dois tesouros
duas pedras
cegos
onde posso navegar tranquilamente
Parecem duas luas distantes
de outra galáxia
dois tesouros
duas pedras
cegos
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Narcisa Amália - A Sinfonia da Paixão Eterna!...
Republicana, Abolicionista, feminista. Alguns dos adjetivos que podem falar de Narcisa Amália.
Em 25/04/12 foi realizado o sarau sobre a poetisa e jornalista Narcisa Amália, que passou grande parte da sua vida em Resende, cidade que encantou em versos. Através do Arquivo Histórico da FCCMM em Resende, eu, Fátima Porto, Paula Mirela e João Sabóia enveredamos nesta rica e empolgante história, realizando a pesquisa junto com o historiador Claudionor Rosa, selecionando textos, idealizando um vídeo e organizando o sarau.
O plenário da Câmara Municipal de Resende foi o palco para a apresentação do trabalho e a pequena platéia pode participar do desfecho, com a leitura coletiva do Cordel Narcisa Amália. Já o vídeo, obra do amigo e artista plástico João Sabóia e da artista plástica e mais que amiga Fátima Porto. Visitamos a Rua Narcisa Amália e a Travessa Narcisa Amália para filmar, fotografar e falar com os moradores. O resultado ficou carinhoso e poético, uma homenagem necessária da cidade de Resende a esta mulher que quebrou paradigmas e levantou bandeiras ainda necessárias nos dias atuais.
Para coroar o evento, a atriz Paula Mirela caracterizou a própria personagem de Narcisa Amália para receber os convidados.
Eu, que há muito queria voltar a realizar os saraus no projeto Câmara Cultural, me juntei a este grupo e cuidei dos bastidores e preparativos. Também recitei alguns poemas e participei do vídeo. Aprendi muitas palavras antigas e passei a admirar a história desta mulher que conseguiu, mesmo sendo republicana, a admiração e o respeito de Dom Pedro II, o Rei.
Com vocês, ela, Narcisa Amália!
Dirás que é falso. Não. É certo. Desço
Ao fundo d’alma toda vez que hesito...
Cada vez que uma lágrima ou que um grito
Trai-me a angústia - ao sentir que desfaleço...
E toda assombro, toda amor, confesso,
O limiar desse país bendito
Cruzo: - aguardam-me as festas do infinito!
O horror da vida, deslumbrada, esqueço!
É que há dentro vales, céus, alturas,
Que o olhar do mundo não macula, a terna
Lua, flores, queridas criaturas,
E soa em cada moita, em cada gruta,
A sinfonia da paixão eterna!...
- E eis-me de novo forte para a luta.
Veja o vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=RAeOW7NSunM
Em 25/04/12 foi realizado o sarau sobre a poetisa e jornalista Narcisa Amália, que passou grande parte da sua vida em Resende, cidade que encantou em versos. Através do Arquivo Histórico da FCCMM em Resende, eu, Fátima Porto, Paula Mirela e João Sabóia enveredamos nesta rica e empolgante história, realizando a pesquisa junto com o historiador Claudionor Rosa, selecionando textos, idealizando um vídeo e organizando o sarau.
O plenário da Câmara Municipal de Resende foi o palco para a apresentação do trabalho e a pequena platéia pode participar do desfecho, com a leitura coletiva do Cordel Narcisa Amália. Já o vídeo, obra do amigo e artista plástico João Sabóia e da artista plástica e mais que amiga Fátima Porto. Visitamos a Rua Narcisa Amália e a Travessa Narcisa Amália para filmar, fotografar e falar com os moradores. O resultado ficou carinhoso e poético, uma homenagem necessária da cidade de Resende a esta mulher que quebrou paradigmas e levantou bandeiras ainda necessárias nos dias atuais.
Para coroar o evento, a atriz Paula Mirela caracterizou a própria personagem de Narcisa Amália para receber os convidados.
Eu, que há muito queria voltar a realizar os saraus no projeto Câmara Cultural, me juntei a este grupo e cuidei dos bastidores e preparativos. Também recitei alguns poemas e participei do vídeo. Aprendi muitas palavras antigas e passei a admirar a história desta mulher que conseguiu, mesmo sendo republicana, a admiração e o respeito de Dom Pedro II, o Rei.
Com vocês, ela, Narcisa Amália!
Dirás que é falso. Não. É certo. Desço
Ao fundo d’alma toda vez que hesito...
Cada vez que uma lágrima ou que um grito
Trai-me a angústia - ao sentir que desfaleço...
E toda assombro, toda amor, confesso,
O limiar desse país bendito
Cruzo: - aguardam-me as festas do infinito!
O horror da vida, deslumbrada, esqueço!
É que há dentro vales, céus, alturas,
Que o olhar do mundo não macula, a terna
Lua, flores, queridas criaturas,
E soa em cada moita, em cada gruta,
A sinfonia da paixão eterna!...
- E eis-me de novo forte para a luta.
Veja o vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=RAeOW7NSunM
sexta-feira, 27 de abril de 2012
DEIXA SEU MEDO
olha...
olha bem fundo
mira...
deixa a imagem entrar nas retinas da sua alma
deixa o som penetrar os tímpanos da sua existência
sente...
sente a essência
flua...
deixa o medo e transforma a fera em gato
deixa a imaginação correr e seja....
seja apenas você.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
A liberdade de expressão virou liberdade de opressão pela imposição de opiniões
É um inferno...
Você está lá na sua rede social preferida e aparece aquele chato com comentários maliciosos, cheios de preconceitos, falsas verdades e dizendo ser legítimo o poder de expressar sua opinião. Não importa se ele foi mal educado, ignorante, inapropriado, estraga prazer e por aí vai. Será que tem sempre um capetinha do lado da pessoa que fica no computador, dizendo:
_Inferniza a vida dessa pessoa, a razão é sua, provoque a discórdia, não deixe as pessoas serem felizes, tire delas o seu potencial de expressão.
Sem sacanagem, eu me sinto reprimida neste ambiente hostil. Cara, uma foto da Janis Joplin de top less no Rio de Janeiro na década de 70 foi o bastante para provocar a fúria de um internauta que não gosta dela. Saiu disparando seu desprazer contra a "inocente" pessoa que apenas compartilhou a foto com uma mensagem de fã. A pobre ficou com a imagem de uma lunática que fala com um morto que não deveria nem ter nascido (na opinião do cara).
Sinceramente, eu prefiro escrever aqui neste blog, que só eu mesma visito de vez em quando, onde leio e releio meus pensamentos, avalio e reavalio meus pensamentos. A opinião dos outros já não está mais me interessando, não desta maneira impositiva, desrespeitosa. Não me interessam intermináveis debates que acabam em ofensas pessoais e nenhum aproveitamento para o conhecimento e mudança de atitude. Não me interessam posições reacionárias, denuncismo, preconceitos contra gays e loiras, perfis fakes, pessoas que vendem felicidade ou se expõem de forma dramática.
Criou-se um conceito de democracia distorcido. A liberdade de expressão virou liberdade de opressão pela imposição de opiniões. Transformamo-nos em inquisitores moralistas e fanáticos. A sociedade ficou careta, muito politicamente correta. As redes sociais atuam como meios de controle de opiniões de massa. Compartilhamos as idéias dos outros e não criamos nossas próprias idéias. A maioria das pessoas está perdendo sua identidade diante deste avassalador meio de comunicação.
Não quero demonizar as redes sociais, somente refletir sobre este outro lado um tanto quanto esquecido pelas pessoas na hora em que os dedinhos tocam as teclas e o mouse clica na tela. Aliás, a foto da Janis Joplin é uma raridade! Confira.
terça-feira, 3 de abril de 2012
Brechó
Ando pensando em fazer um brechó virtual com minhas roupas, aquelas que já não me servem mais. Sempre quis ter um brechó, com roupas e acessórios vintage e aquelas roupas de dondocas novas que vão parar nos bazares beneficentes da cidade. Tem cada preciosidade... tudo a R$ 2,00 ou R$ 3,00. Acho incrível. O meu maior receio é investir e não conseguir vender ou então querer comprar tudo... rsrsrsrsrs. Mas vou amadurecer esta ideia.
segunda-feira, 12 de março de 2012
CALA A BOCA E ME ESCREVA
Escrever neste momento me parece melhor. Tenho medo das palavras, essas perversas letras que vão juntando-se e revelando demais os pensamentos saídos da boca. Geralmente, na minha intensidade de ser, eu deixo sair tudo aquilo que não cabe mais dentro de mim. É assim que nós cagamos, e assim saem as palavras da minha boca, cagadas.
Como eu gosto do silêncio. Sou capaz de ficar horas, talvez dias, sem emitir uma única palavra. Isso seria muito bom se pudesse acontecer, mas somos sempre obrigados a falar. Prefiro usar a boca para comer, para cantar, para beijar. Não consigo entender as pessoas que falam sem parar, não devem nem saber o que saem pelas suas bocas, tantas besteiras, tanta conversa sem sentido e sem porquê.
Escrever é mais sabido, é mais pausado, pode ser apagado, revisado. Escrever requer o uso mais consciente das palavras, exercita o pensamento e a boa linguagem. Ao escrever posso ser mais verdadeira, posso registrar e prolongar o que dito se perderia ao vento.
Por isso lhe escrevo. Pois a boca já não suporta o peso do que penso, pois assim não sou tomada pelo calor das emoções, pois não tenho seus olhos ouvintes para mergulhar e me perder nas palavras. A escrita é fria como eu gostaria de ser.
Escrevo para lhe dizer que sinto muito, de forma tão extrema que não consigo entender, não tenho controle. Sinto muito por ser assim, pedra e fogo, peso e escuridão. Sinto por ter-lhe magoado com minha brutal falta de paciência e de ciência do que posso vir a fazer. Mas é assim. Não se volta atrás do que se faz, apenas se pode refazer a história, repensá-la, perdoá-la.
Quando existe amor, existe a possibilidade da mudança, pois o desejo de não magoar a pessoa amada convive ao lado do egoísmo e do egocentrismo. Isso balança alguma coisa dentro, mexe com as estruturas e arranha as verdades construídas. O desejo de con-viver, de misturar os odores, os anseios, o desejo da pele, da penetração, o desejo de ser desejada, de ser admirada, de desejar e admirar.
Tenho medo de te perder nesses momentos de contradição. Tenho-te tão profundamente e ao mesmo tempo deixo-lhe tão livre que sinto que podes voar. Aprendi a amar assim, em liberdade, sem exigir mudanças, sem o peso de cobranças banais. Mas sempre tem um momento em que pesam as asas e que amor esmorece. São momentos passageiros como a vida e como o tempo, súbitos como a morte.
Minha única certeza é de que tenho-te dentro de mim e lhe respeito inteiramente neste espaço interior, compreendo suas diferenças e crenças e vejo tanta beleza que chego a não acreditar no tanto que a vida veio me presentear. Eu tenho por você um amor que desconheço igual, que nunca mais existirá.
Para mim isso basta. Não me importa o que você faz ou não faz, enquanto me respeitar e me tratar com o amor e carinho que lhe são costumeiros, eu também vou lhe amar. Se um dia algum desses ingredientes faltar, tempero com fé pois essa nunca há de me abandonar.
Não vai conseguir ouvir de mim essas palavras, senão lidas, mas nunca faladas sem roteiro. Não sou muito boa em retórica e sempre que lhe escrever, pode crer que é o momento em que mais preciso que me escute. Meu silêncio vale mais que 1000 palavras.
Te amo.
Como eu gosto do silêncio. Sou capaz de ficar horas, talvez dias, sem emitir uma única palavra. Isso seria muito bom se pudesse acontecer, mas somos sempre obrigados a falar. Prefiro usar a boca para comer, para cantar, para beijar. Não consigo entender as pessoas que falam sem parar, não devem nem saber o que saem pelas suas bocas, tantas besteiras, tanta conversa sem sentido e sem porquê.
Escrever é mais sabido, é mais pausado, pode ser apagado, revisado. Escrever requer o uso mais consciente das palavras, exercita o pensamento e a boa linguagem. Ao escrever posso ser mais verdadeira, posso registrar e prolongar o que dito se perderia ao vento.
Por isso lhe escrevo. Pois a boca já não suporta o peso do que penso, pois assim não sou tomada pelo calor das emoções, pois não tenho seus olhos ouvintes para mergulhar e me perder nas palavras. A escrita é fria como eu gostaria de ser.
Escrevo para lhe dizer que sinto muito, de forma tão extrema que não consigo entender, não tenho controle. Sinto muito por ser assim, pedra e fogo, peso e escuridão. Sinto por ter-lhe magoado com minha brutal falta de paciência e de ciência do que posso vir a fazer. Mas é assim. Não se volta atrás do que se faz, apenas se pode refazer a história, repensá-la, perdoá-la.
Quando existe amor, existe a possibilidade da mudança, pois o desejo de não magoar a pessoa amada convive ao lado do egoísmo e do egocentrismo. Isso balança alguma coisa dentro, mexe com as estruturas e arranha as verdades construídas. O desejo de con-viver, de misturar os odores, os anseios, o desejo da pele, da penetração, o desejo de ser desejada, de ser admirada, de desejar e admirar.
Tenho medo de te perder nesses momentos de contradição. Tenho-te tão profundamente e ao mesmo tempo deixo-lhe tão livre que sinto que podes voar. Aprendi a amar assim, em liberdade, sem exigir mudanças, sem o peso de cobranças banais. Mas sempre tem um momento em que pesam as asas e que amor esmorece. São momentos passageiros como a vida e como o tempo, súbitos como a morte.
Minha única certeza é de que tenho-te dentro de mim e lhe respeito inteiramente neste espaço interior, compreendo suas diferenças e crenças e vejo tanta beleza que chego a não acreditar no tanto que a vida veio me presentear. Eu tenho por você um amor que desconheço igual, que nunca mais existirá.
Para mim isso basta. Não me importa o que você faz ou não faz, enquanto me respeitar e me tratar com o amor e carinho que lhe são costumeiros, eu também vou lhe amar. Se um dia algum desses ingredientes faltar, tempero com fé pois essa nunca há de me abandonar.
Não vai conseguir ouvir de mim essas palavras, senão lidas, mas nunca faladas sem roteiro. Não sou muito boa em retórica e sempre que lhe escrever, pode crer que é o momento em que mais preciso que me escute. Meu silêncio vale mais que 1000 palavras.
Te amo.
quarta-feira, 7 de março de 2012
ELA
Começou a trabalhar cedo, não ganhava nem um salário mínimo. O pai aposentou por invalidez, a família começou a passar apertado. Mesmo assim juntou durante dezenove anos o dinheirinho para comprar um carro usado. Mesmo assim o pai completou o dinheiro que faltava. Fez três faculdades, não aguentava mais andar a pé, ou pagava a passagem de ônibus, ou juntava outro dinheirinho para a mensalidade. É preta, mas não solicitou vaga na cota para o vestibular. Diz que já ouviu muito "Só está fazendo faculdade por causa da cota". Não é porque tem a pele negra que vai ter menos capacidade para as coisas. "Só não consegue quem não quer", diz. Ainda não tem o carro novo, continua juntando o dinheiro, mas sente-se vitoriosa! Não tem vergonha nenhuma em dizer que usou muita roupa dos outros. A conhecida da mãe tinha um filho que regulava a idade e usava as roupas dele, sapato, calça, ela e as irmãs. Não foi por isso que deixou de ser ela. Ninguém morre por causa disso, a família toda fez faculdade, menos um irmão porque não quis. Sua primeira casa foi uma garagem, que arrumou e viveu como uma princesa. Era pequena, só um cômodo, mas ali cabia seus sonhos, seus sentimentos, sua vida. Teve que mudar pois não cabiam as coisas!
Ouvi hoje esta história contada por uma mulher negra, por volta dos seus cinquenta anos, que hoje é Secretária Municipal em uma Prefeitura de um município do interior do Estado do Rio de Janeiro. Sua trajetória de superação, força, alegria, determinação e vontade de viver me emocionou muito e me levou a pensar nos meus próprios desafios, nas minhas limitações e em tudo que eu ainda quero conquistar.
Por isso, dedico o dia de hoje, 08 de março, Dia Internacional da Mulher, a esta mulher simples, bela e guerreira, e espero vê-la em breve no seu carro novo!
Parabéns a todas as mulheres do mundo.
Ouvi hoje esta história contada por uma mulher negra, por volta dos seus cinquenta anos, que hoje é Secretária Municipal em uma Prefeitura de um município do interior do Estado do Rio de Janeiro. Sua trajetória de superação, força, alegria, determinação e vontade de viver me emocionou muito e me levou a pensar nos meus próprios desafios, nas minhas limitações e em tudo que eu ainda quero conquistar.
Por isso, dedico o dia de hoje, 08 de março, Dia Internacional da Mulher, a esta mulher simples, bela e guerreira, e espero vê-la em breve no seu carro novo!
Parabéns a todas as mulheres do mundo.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
MINEIRAÇÕES
Sou feita de pão de queijo e
de minhas lembranças de Minas.
Nos meus sonhos,
tropeço em igrejas espalhadas
em todas as esquinas
Na memória, o gosto do leite
quentinho tirado da vaca.
Meu avô todo dia
preparava o queijo na cozinha
e me ensinava calmamente a
misturar o coalho, tirar o soro,
amassar e esculpir o queijo.
Depois sentava na mesa,
molhava a broa no leite e comia.
Quantas mesas fartas,
quantas histórias de mulas sem cabeças
quantas soleiras nas calçadas.
O sino da igreja toca
é hora de subir o morro
logo começa a missa
hoje é dia de crisma
hoje é dia de festa na rua
hoje é dia de Folia de Reis!
Sou feita de trilhos de ferro e
de esperança em um dia retornar.
Em meus sonhos,
eu voo sobre as colinas verdes
e o chão sem mar.
Quando eu fui embora
deixei o sotaque da terra
e também uma vida toda.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
O CAMINHO QUE SE FAZ PELA ÚLTIMA VEZ

O caminho que se faz pela última vez
tem o cheiro dos dias findos
o sabor de limo das lembranças
a hesitação do ainda desconhecido
O caminho que se faz pela última vez
tem o dom de querer voltar
e passar por cada pedra, paisagem
cada janela, cada porta, cadeado
E reter todo o seu calor, toda sua
serenidade, passo a passo...
Cada verdade do útimo caminhar
ido e findo, sem olhar para trás
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Nunca Mais
nada serve
tá tudo diferente
o corpo sente
a alma viceja
está em pedaços
não junta mais
é como um dia
que ficou pra trás
tá tudo diferente
o corpo sente
a alma viceja
está em pedaços
não junta mais
é como um dia
que ficou pra trás
terça-feira, 20 de setembro de 2011
SOMOS
CADA SENTIDO DO MEU CORPO
EMANA SUA PRESENÇA VIVA
OS POROS RESPIRAM FUNDO
O MESMO AR QUE PULSA
EM SEU PEITO
SE SOMOS DOIS?
_SOMOS MÚLTIPLOS.
E CADA FACE
QUE CONHEÇO SUA
ME REVELA O QUANTO
PODEMOS SER CADA VEZ
MAIS
NÓS MESMOS
MAIS
DO QUE JÁ SOMOS
EMANA SUA PRESENÇA VIVA
OS POROS RESPIRAM FUNDO
O MESMO AR QUE PULSA
EM SEU PEITO
SE SOMOS DOIS?
_SOMOS MÚLTIPLOS.
E CADA FACE
QUE CONHEÇO SUA
ME REVELA O QUANTO
PODEMOS SER CADA VEZ
MAIS
NÓS MESMOS
MAIS
DO QUE JÁ SOMOS
domingo, 18 de setembro de 2011
EM BUSCA DE UM TEMA, UM MOTIVO, UM ASSUNTO PARA CRIAR UM ESPETÁCULO
![]() |
| Cia. da Ação! "Na Encruza". Foto: Fátima Porto |
Por Calé Miranda
Nosso experimento começou sem pretensão. Éramos 7, na verdade um grupo de 7 performers + um diretor, todos interessados em explorar minhas idéias- até então particulares- sobre as possibilidades de fazer dialogar mitologia afro-brasileira e butoh japonês. Quase sem querer criamos a performance “Orum-Ayê-Orum”, que temos o prazer de seguir apresentando em diferentes lugares. Estes quatro primeiros meses serviram como introdutórios de uma disciplina até então desconhecida pela maioria do grupo. Hoje o grupo conta com onze performers e continuam os pedidos de gente interessada em experimentar o afro-butoh conosco. Quase sempre aceitamos este pedido uma vez que o trabalho é tão pessoal e intenso e o grupo é tão absorvente que o candidato ou desiste na segunda aula ou considera-se no grupo “desde criancinha”.
Partimos agora para uma nova fase: vamos realizar quatro workshops temáticos a fim de descobrir um possível assunto para pesquisa de espetáculo. Pretendemos a cada quatro semanas nos aprofundar num assunto determinado, estudando o tema em nossos corpos e na teoria, recebendo palestrantes e oficineiros, enfim, experimentando ao máximo o embrião de um possível espetáculo afro-butoh.
O primeiro workshop será: “Povo da Rua”. Estudaremos os Exus e seus significados, o caminho, a mensagem, a palavra, a esperteza. Exploraremos o universo de Pombagiras, Malandros, Zés, Ciganas; suas relações com a festa, o prazer, a musica, a ginga. Numa lembrança rápida temos a imagem de samurais e gueixas, sem-teto japoneses, sobreviventes da bomba. Cachaça e saquê, que tipo de drink isto vai dar¿ Não sabemos, mas estamos ávidos para experimentar.
"A VIDA É SONHO" De Cálderon de La Barca
"Ai
de mim, ai, pobre de mim!
Aqui estou, ó Deus, para entender que crime cometi contra Vós.
Mas, se nasci, eu já entendo o crime que cometi.
Aí está motivo suficiente para Vossa justiça, Vosso rigor, porque o crime maior do homem é ter nascido.
Para apurar meus cuidados, só queria saber que outros crimes cometi contra Vós além do crime de nascer. Não nasceram outros também?
Pois, se os outros nasceram, que privilégios tiveram que eu jamais gozei?
Nasce uma ave e, embelezada por seus ricos enfeites, não passa de flor de plumas, ramalhete alado quando veloz cortando salões aéreos, recusa piedade ao ninho que abandona em paz.
E eu, tendo mais instinto, tenho menos liberdade?
Nasce uma fera e, com a pele respingada de belas manchas, que lembram estrelas.
Logo, atrevida e feroz, a necessidade humana lhe ensina a crueldade, monstro de seu labirinto.
E eu, tendo mais alma, tenho menos liberdade?
Nasce um peixe, aborto de ovas e Iodo e, feito um barco de escamas sobre as ondas, ele gira, gira por toda parte, exibindo a imensa habilidade que lhe dá um coração frio.
E eu, tendo mais escolha, tenho menos liberdade?
Nasce um riacho, serpente prateada, que dentre flores surge de repente e de repente, entre flores se esconde onde músico celebra a piedade das flores que lhe dão um campo aberto à sua fuga.
E eu, tendo mais vida, tenho menos liberdade?
Assim, assim chegando a esta paixão, um vulcão qual o Etna quisera arrancar do peito, pedaços do coração.
Que lei, justiça ou razão pôde recusar aos homens privilégio tão suave, exceção tão única que Deus deu a um cristal, a um peixe, a uma fera e a uma ave?"
Aqui estou, ó Deus, para entender que crime cometi contra Vós.
Mas, se nasci, eu já entendo o crime que cometi.
Aí está motivo suficiente para Vossa justiça, Vosso rigor, porque o crime maior do homem é ter nascido.
Para apurar meus cuidados, só queria saber que outros crimes cometi contra Vós além do crime de nascer. Não nasceram outros também?
Pois, se os outros nasceram, que privilégios tiveram que eu jamais gozei?
Nasce uma ave e, embelezada por seus ricos enfeites, não passa de flor de plumas, ramalhete alado quando veloz cortando salões aéreos, recusa piedade ao ninho que abandona em paz.
E eu, tendo mais instinto, tenho menos liberdade?
Nasce uma fera e, com a pele respingada de belas manchas, que lembram estrelas.
Logo, atrevida e feroz, a necessidade humana lhe ensina a crueldade, monstro de seu labirinto.
E eu, tendo mais alma, tenho menos liberdade?
Nasce um peixe, aborto de ovas e Iodo e, feito um barco de escamas sobre as ondas, ele gira, gira por toda parte, exibindo a imensa habilidade que lhe dá um coração frio.
E eu, tendo mais escolha, tenho menos liberdade?
Nasce um riacho, serpente prateada, que dentre flores surge de repente e de repente, entre flores se esconde onde músico celebra a piedade das flores que lhe dão um campo aberto à sua fuga.
E eu, tendo mais vida, tenho menos liberdade?
Assim, assim chegando a esta paixão, um vulcão qual o Etna quisera arrancar do peito, pedaços do coração.
Que lei, justiça ou razão pôde recusar aos homens privilégio tão suave, exceção tão única que Deus deu a um cristal, a um peixe, a uma fera e a uma ave?"
sábado, 17 de setembro de 2011
O desejo aceso
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Está fazendo um ano
Está fazendo um ano meu amor, que nós estamos juntos! Parece que nunca estive longe de você... Certas coisas na vida não possuem explicação, nem sentido, nem probabilidades. Nunca imaginei antes que você seria o grande amor da minha vida. Sempre vi você pelas ruas, andando sozinho, muito na sua. Sempre ouvi falar de você, e nunca senti nada, nenhuma atração, nenhum sentido, nenhum desejo.
A culpa foi do Noel Rosa. Aquele sarau que nasceu da nossa primeira conversa e que povoou nossas mentes com a história de amor de Noel e Ceci. Eu te olhei com outro jeito, com minha curiosidade de mulher, com os olhos já com fome... Então vieram as coincidências, os encontros no teatro, as festinhas na OKA Timburibá. Até uma bela noite de junho, lua nova, eu exausta de uma apresentação de dança do ventre e de outra performance artística "A saída de LILITH do Éden". Você ali o tempo todo, rondando, pesquisando, sentindo. Depois daquele beijo, em que saímos e nunca mais voltamos, minha vida tomou novo rumo.
Faz um ano apenas que você chegou lá em casa às 7:30h da manhã de sábado, ficou em pé no colchão da cama, segurou minhas mãos, olhou nos meus olhos e perguntou: "quer namorar comigo?" Era tudo que eu queria, não precisava nem perguntar! Foi tão mágico, que ainda me belisco com medo de estar sonhando.
Eu te amo, Márcio Whately, um amor que nunca antes vivi ou senti.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Morri daqui a uma semana
Escrevo para dizer
que morri daqui a uma semana
Foi de morte natural
misto de descanso e sossego
tive que pedir arrego
Morte de vício e tédio
desses que não dá mais
para conviver
Morte de saudade
irremediável
Morte do que fui
para nascer quem sou
e morrer sem parar
Nada de velório
me deixa ir
arranja outro amor
faça aquela viagem
Mas cuidado!
Tem muito equívoco
na liberdade
e muita insanidade
no que parece são
Não navegue numa
canoa quebrada
que morri daqui a uma semana
Foi de morte natural
misto de descanso e sossego
tive que pedir arrego
Morte de vício e tédio
desses que não dá mais
para conviver
Morte de saudade
irremediável
Morte do que fui
para nascer quem sou
e morrer sem parar
Nada de velório
me deixa ir
arranja outro amor
faça aquela viagem
Mas cuidado!
Tem muito equívoco
na liberdade
e muita insanidade
no que parece são
Não navegue numa
canoa quebrada
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terça-feira, 23 de agosto de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
terça-feira, 26 de julho de 2011
Do fogo que vira água...
Orum-Ayê-Orum - Cia. da Ação!
Performance Experimento Afro-Butoh
Festival de Teatro - 2011
Resende/RJ
Foto: Márcio Whately
Cuidado com suas escolhas
Meu corpo pede calma, não aguenta mais a correria desumana da cidade.
Já houve um tempo em que caminhava pelas ruas e observava as pessoas, a paisagem tão bela, as crianças voltando da escola para casa... Então comecei a buscar o que poderia ser mais promissor para minha vida, mais trabalho, mais dinheiro, um carro, uma casa, roupas novas. Afinal, é preciso ter uma certa segurança material que nos dê estabilidade. Já não sou mais aquela menina jovem que andava de mochila pelas estradas sem grana, sem ter onde ficar, apenas procurando diversão e novas paisagens.
Agora sou uma mulher. Tenho várias responsabilidades. Preciso tratar os dentes, pagar impostos, cumprir agendas e horários. Não tenho mais tempo para devaneios juvenis. A responsabilidade anda comigo e me tira toda chance de...viver...
Já não suporto mais esta pressão de trabalho-trabalho-casa-trabalho-trabalho. Onde foi parar minha inspiração? Onde deixei minhas aventuras? Onde estão as crianças, a paisagem, os passos, a rua?
Grande ilusão esta de que tendo as coisas somos melhores. Para ter, antes é preciso abrir mão de ser. Não que eu tenha me tornado uma pessoa sem conteúdo, sem essência, sem íntimo, sem alma. Não é isso. Mas fica sim, pra trás, uma certa inocência, a capacidade de improvisar o dia a dia, as descobertas das coisas mais simples, o ócio que permite criar, repensar, transcender, mudar.
Eu me orgulho de todas as minhas conquistas! me orgulho da pessoa que sou, essa criatura imperfeita e cheia de coisas. Porém, as maiores conquistas da minha vida não podem ser contabilizadas, às vezes nem podem ser vistas.
Foda-se o querido carro, grande merda de casa. Um monte de lata e de tijolos. Eu queria agora tirar toda minha roupa, tirar a maquiagem, o esmalte, a tinta do cabelo, ficar totalmente nua. Jogar essa merda toda no lixo e sair andando e cantando pelas ruas como uma louca extasiada pela vida! Andando, cantando, olhando as pessoas, nua, louca, a paisagem, ensandecida!
As escolhas são minhas, eu sei. Mas nem sempre podemos escolher aquilo que queremos pois temos que escolher aquilo que precisamos. É a lei da sobrevivência.
Meu corpo precisa de uma boa dose de loucura, pois já estou embriagada de sobriedade.
Meu corpo pede alma, pois não aguenta mais a sua própria materialidade.
Já houve um tempo em que caminhava pelas ruas e observava as pessoas, a paisagem tão bela, as crianças voltando da escola para casa... Então comecei a buscar o que poderia ser mais promissor para minha vida, mais trabalho, mais dinheiro, um carro, uma casa, roupas novas. Afinal, é preciso ter uma certa segurança material que nos dê estabilidade. Já não sou mais aquela menina jovem que andava de mochila pelas estradas sem grana, sem ter onde ficar, apenas procurando diversão e novas paisagens.
Agora sou uma mulher. Tenho várias responsabilidades. Preciso tratar os dentes, pagar impostos, cumprir agendas e horários. Não tenho mais tempo para devaneios juvenis. A responsabilidade anda comigo e me tira toda chance de...viver...
Já não suporto mais esta pressão de trabalho-trabalho-casa-trabalho-trabalho. Onde foi parar minha inspiração? Onde deixei minhas aventuras? Onde estão as crianças, a paisagem, os passos, a rua?
Grande ilusão esta de que tendo as coisas somos melhores. Para ter, antes é preciso abrir mão de ser. Não que eu tenha me tornado uma pessoa sem conteúdo, sem essência, sem íntimo, sem alma. Não é isso. Mas fica sim, pra trás, uma certa inocência, a capacidade de improvisar o dia a dia, as descobertas das coisas mais simples, o ócio que permite criar, repensar, transcender, mudar.
Eu me orgulho de todas as minhas conquistas! me orgulho da pessoa que sou, essa criatura imperfeita e cheia de coisas. Porém, as maiores conquistas da minha vida não podem ser contabilizadas, às vezes nem podem ser vistas.
Foda-se o querido carro, grande merda de casa. Um monte de lata e de tijolos. Eu queria agora tirar toda minha roupa, tirar a maquiagem, o esmalte, a tinta do cabelo, ficar totalmente nua. Jogar essa merda toda no lixo e sair andando e cantando pelas ruas como uma louca extasiada pela vida! Andando, cantando, olhando as pessoas, nua, louca, a paisagem, ensandecida!
As escolhas são minhas, eu sei. Mas nem sempre podemos escolher aquilo que queremos pois temos que escolher aquilo que precisamos. É a lei da sobrevivência.
Meu corpo precisa de uma boa dose de loucura, pois já estou embriagada de sobriedade.
Meu corpo pede alma, pois não aguenta mais a sua própria materialidade.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Guerras e Paixões
Algo me incendeia
me queima as veias
me corre o corpo.
Algo me dilacera
me corta os pulsos
me alveja os sentidos.
Sinto desejo, sinto paixão,
sinto ternura, sinto tesão.
Sinto uma bomba no peito
sinto que estou enlouquecendo
Algo me bombardeia
me desfaz a razão
me ataca a sensatez
Algo me mata
me sai pela boca
me toca na alma
Sinto calor, sei que morri
e do meu corpo nada resta
senão a última sensação da vida.
Então renasci.
me queima as veias
me corre o corpo.
Algo me dilacera
me corta os pulsos
me alveja os sentidos.
Sinto desejo, sinto paixão,
sinto ternura, sinto tesão.
Sinto uma bomba no peito
sinto que estou enlouquecendo
Algo me bombardeia
me desfaz a razão
me ataca a sensatez
Algo me mata
me sai pela boca
me toca na alma
Sinto calor, sei que morri
e do meu corpo nada resta
senão a última sensação da vida.
Então renasci.
sábado, 2 de julho de 2011
sexta-feira, 22 de abril de 2011
M
Meu coração está lotado
Não cabe mais amor
Mas ele sempre cresce
Amor não tem tamanho
Amor cabe no mundo
Mas o mundo está lotado
Intolerância, violência
Onde não cabe todo o amor
Seguir
As unhas dos pés pintadas
querem imitar as cores
cores artificiais
Camuflagem de bicho
bicho humano pensador
pensa que ninguém vê
foge do predador
Os pés descalços caminham
procurando lugares
que quando encontram
saem para passear
Seguir é um passeio
A vida é cristal
A vida é cristal
Frágil frente a morte
Forte com seu poder
Poder de brilhar
Poder e querer viver
Cristal de vida
Pedra no caminho
Pedra jóia, gema
A vida é cristal
Lapidada pelas mãos
Bruta realidade
Meu tempo
Atrás de mim um passado
passo longe
Ao meu lado o presente
caminho a passos rápidos
Na minha frente um futuro
sempre mistério
passo longe
Ao meu lado o presente
caminho a passos rápidos
Na minha frente um futuro
sempre mistério
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Seu sou sua
Sua boca cheia de palavras de amor
me enche de beijos furtivos
saliva seca na nuca
Seu cheiro forja meu cio
Te sigo pelo meu instinto
cadela perdida na noite
Seu jeito me faz perder o meu
me faz mulher e menina
bandida que rouba-lhe o nome
me enche de beijos furtivos
saliva seca na nuca
Seu cheiro forja meu cio
Te sigo pelo meu instinto
cadela perdida na noite
Seu jeito me faz perder o meu
me faz mulher e menina
bandida que rouba-lhe o nome
Descobertas
Descobri o amor em novas cores e sabores
Descobri que sou mais do que o que conhecia
Descobri que nada fica sem solução
Descobri que a vida não é fácil não
Descobri que rir faz muito bem
Descobri que fazer rir é o melhor remédio
Descobri que tenho pânico de médico
Descobri que os animais são seres superiores
Descobri que o ser humano perdeu a humanidade
Descobri que tudo pode melhorar
Descobri que um dia o sonho vai acabar
Descobri flores pelo meu caminho
Descobri o rosto e mostrei a cara
Descobri que o tapa vale mais que a máscara
Descobri que sou mais do que o que conhecia
Descobri que nada fica sem solução
Descobri que a vida não é fácil não
Descobri que rir faz muito bem
Descobri que fazer rir é o melhor remédio
Descobri que tenho pânico de médico
Descobri que os animais são seres superiores
Descobri que o ser humano perdeu a humanidade
Descobri que tudo pode melhorar
Descobri que um dia o sonho vai acabar
Descobri flores pelo meu caminho
Descobri o rosto e mostrei a cara
Descobri que o tapa vale mais que a máscara
domingo, 2 de janeiro de 2011
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
domingo, 31 de outubro de 2010
Gago Apaixonado
Trecho do Sarau Noel Rosa "Conversa de Botequim"
Atores: Leandro Resende e Kátia Quirino
Local: Teatro de Bolso
outubro de 2010
Centenário de Noel Rosa
domingo, 24 de outubro de 2010
TRANSEUNTE DO TEMPO
A poesia resiste ao tempo
A poesia não cabe no momento
é levada pelo tempo
semeada na primavera
plantada nesta terra
A poesia resiste ao tempo
Ela não acaba no último verso
quem nunca foi poeta?
rimando a vida com maestria
brincando de jogos florais?
A poesia resiste ao tempo
Só não resiste a fortes estiagens
abre pétala por pétala
da rosa vermelha do amor
espanta os males da saudade
A poesia resiste ao tempo
Ela só não vive sem o perdão
o poeta, errante transeunte do tempo
traduz sonhos em metáforas
e a vida pássaro veloz por nós
A poesia não cabe no momento
é levada pelo tempo
semeada na primavera
plantada nesta terra
A poesia resiste ao tempo
Ela não acaba no último verso
quem nunca foi poeta?
rimando a vida com maestria
brincando de jogos florais?
A poesia resiste ao tempo
Só não resiste a fortes estiagens
abre pétala por pétala
da rosa vermelha do amor
espanta os males da saudade
A poesia resiste ao tempo
Ela só não vive sem o perdão
o poeta, errante transeunte do tempo
traduz sonhos em metáforas
e a vida pássaro veloz por nós
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Domingo a tarde
O jardim está ensopado de chuva, como são grossas as gotas, e o ar brilha. A corola contínua de face opaca. Os seixos escorrem, as vidraças da sala escorrem, as folhas pesam no ar, na lama treme em espinhos uma roseira de rosas empinadas. Então é que chove mais. O que me pergunto muito pensativa: em que terá dado a alegria do Concurso Hípico?
Clarice Lispector
Clarice Lispector
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Toque de palavras
Tuas palavras sussurradas
entorpecem meus sentidos
diz-me coisas que me tocam
como o toque de suas mãos
que passeiam pelo meu corpo
em cada curva, cada desejo
cada pervertido palavrão
(my Whay)
entorpecem meus sentidos
diz-me coisas que me tocam
como o toque de suas mãos
que passeiam pelo meu corpo
em cada curva, cada desejo
cada pervertido palavrão
(my Whay)
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Rock é Sério - Rock e palhaçada!!!!
Gente, vejam como eu sou uma palhaça! Valeska Vall, meu personagem clownesco, invade as ruas da cidade a caminho da festa!
http://www.youtube.com/watch?v=AxnrttwW9X0
http://www.youtube.com/watch?v=AxnrttwW9X0
30º JOGOS FLORAIS - GRÊMIO LITERÁRIO DE RESENDE
Jogos Florais de Resende – 2010
“Três décadas de Resistência Poética”
- Concurso de poesias realizado pelo G. L. R. e patrocinado pela Prefeitura Municipal de Resende, através da Fundação Casa da Cultura Macedo Miranda. Tendo como tema: os 30 anos deste certame poético.
- Podem participar concorrentes com até 2 (dois) trabalhos, de no máximo 30 (trinta) linhas cada, datilografados ou digitados em espaço 2 (dois). Cada trabalho deve ser enviado em 3 (três) vias cada e com pseudônimo. Enviar em anexo (envelope menor e lacrado) número de identidade, CPF, endereço, telefone(s) e assinatura.
- Remeter para: Caixa Postal 81785 – CEP: 27511-380 – Resende/RJ ou para o e-mail: tiagosignorini@gmail.com, até o dia 20 de outubro.
-Os trabalhos recebidos serão selecionados por uma comissão selecionada pela comissão organizadora do concurso, cujo resultado apresentado será irrecorrível.
- Ao aceitar este regulamento o(a) autor(a) autoriza no caso de publicação, do seu trabalho, cabendo ao organizador enviar 5 (cinco) exemplares a cada um deles.
- Todos os concorrentes receberão certificados de participação, aos finalistas será oferecida a Medalha Wilson Montemór, em homenagem a este saudoso poeta-trovador que completaria 90 anos no próximo mês de novembro. Serão ainda distribuídos troféus, medalhas e sorteio de brindes.
- A festa de encerramento será realizada em novembro (a data e local serão fixadas posteriormente), a ser comunicada antecipadamente a todos os concorrentes.
- Maiores informações pelo telefone (24) 3354-6927, de segunda a sexta-feira, das 9 ás 17h, ou pelo e-mail: tiagosignorini@gmail.com
“Três décadas de Resistência Poética”
- Concurso de poesias realizado pelo G. L. R. e patrocinado pela Prefeitura Municipal de Resende, através da Fundação Casa da Cultura Macedo Miranda. Tendo como tema: os 30 anos deste certame poético.
- Podem participar concorrentes com até 2 (dois) trabalhos, de no máximo 30 (trinta) linhas cada, datilografados ou digitados em espaço 2 (dois). Cada trabalho deve ser enviado em 3 (três) vias cada e com pseudônimo. Enviar em anexo (envelope menor e lacrado) número de identidade, CPF, endereço, telefone(s) e assinatura.
- Remeter para: Caixa Postal 81785 – CEP: 27511-380 – Resende/RJ ou para o e-mail: tiagosignorini@gmail.com, até o dia 20 de outubro.
-Os trabalhos recebidos serão selecionados por uma comissão selecionada pela comissão organizadora do concurso, cujo resultado apresentado será irrecorrível.
- Ao aceitar este regulamento o(a) autor(a) autoriza no caso de publicação, do seu trabalho, cabendo ao organizador enviar 5 (cinco) exemplares a cada um deles.
- Todos os concorrentes receberão certificados de participação, aos finalistas será oferecida a Medalha Wilson Montemór, em homenagem a este saudoso poeta-trovador que completaria 90 anos no próximo mês de novembro. Serão ainda distribuídos troféus, medalhas e sorteio de brindes.
- A festa de encerramento será realizada em novembro (a data e local serão fixadas posteriormente), a ser comunicada antecipadamente a todos os concorrentes.
- Maiores informações pelo telefone (24) 3354-6927, de segunda a sexta-feira, das 9 ás 17h, ou pelo e-mail: tiagosignorini@gmail.com
terça-feira, 12 de outubro de 2010
NOSSA VIAGEM
O melhor lugar do mundo é aqui
Onde estou agora com você, com o mar
Com esta aura de conquista no ar
O melhor da vida é querer mudar
Escolher o caminho que se vai trilhar
Se é para a cachoeira ou para o mar
Escolhi você para estar
O melhor de mim é seu
Minha entrega sem querer nada
A boca lasciva e o desejo
Já passei por muitos lugares
O mundo é belo, verde e amarelo
Mas o melhor lugar que encontrei
Foi neste mar, eu, você e nosso estar.
(Com Licença Poética de Lineu e Valdecir)
Onde estou agora com você, com o mar
Com esta aura de conquista no ar
O melhor da vida é querer mudar
Escolher o caminho que se vai trilhar
Se é para a cachoeira ou para o mar
Escolhi você para estar
O melhor de mim é seu
Minha entrega sem querer nada
A boca lasciva e o desejo
Já passei por muitos lugares
O mundo é belo, verde e amarelo
Mas o melhor lugar que encontrei
Foi neste mar, eu, você e nosso estar.
(Com Licença Poética de Lineu e Valdecir)
domingo, 10 de outubro de 2010
Rock'n Roll e Palhaçada
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Poema do Novo Amor
Se não me queres inteira,
deixe-me metade,
não quero chorar o fim de um amor
que ainda nem começou.
Mas se queres um pouco,
posso deixar-lhe louco,
louco de tanta paixão.
Só não me tenhas por ter,
pois o seu querer
não pode ser o meu quinhão.
É que carrego comigo um sentido,
muito sentir e minhas entranhas.
Desse calor que careces,
nem os deuses merecem,
senão por muita oração.
Ores no meu ventre que lhe entrego,
pois só Deus explica tanto tesão.
O que peço-lhe é a minha liberdade,
não suporto limitação.
Ao mesmo tempo lhe imploro: sejas meu,
não me deixes solta,
pois o amor é a melhor prisão.
deixe-me metade,
não quero chorar o fim de um amor
que ainda nem começou.
Mas se queres um pouco,
posso deixar-lhe louco,
louco de tanta paixão.
Só não me tenhas por ter,
pois o seu querer
não pode ser o meu quinhão.
É que carrego comigo um sentido,
muito sentir e minhas entranhas.
Desse calor que careces,
nem os deuses merecem,
senão por muita oração.
Ores no meu ventre que lhe entrego,
pois só Deus explica tanto tesão.
O que peço-lhe é a minha liberdade,
não suporto limitação.
Ao mesmo tempo lhe imploro: sejas meu,
não me deixes solta,
pois o amor é a melhor prisão.
domingo, 25 de julho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
O Menino
Menino, Menino!
Brinca de chover
Brinca de nascer
Vive de brincar
Descobre o mundo
Aprende a cantar
Ah, meu Menino!
Brinca de amar
Eu vi o Menino
Brincando de criar
Fazendo milagres
Em todo lugar
O Menino me chama:
Vem, vem brincar!
Tenha fé na vida
Que vai melhorar
Eu chamo o Menino
Para me acompanhar
Eu enxergo a vida
No seu doce olhar
(Para Pedro Jonnas Amorim)
MEUSUPERAMOR
Eu queria ser você
Estou tão entregue
Sensação de nunca mais morrer
Total falta de sentido, pulsante
Eu te superamo
Este estado de graça e desgraça
Meu maior dom, divinal
Porque amar é morrer de si
Amo-me mais que a você
Com uma força descomunal
Conhecer-te todo e viver-te
Não existe dor, é milagre do amor
Amar é não viver-se e ser imortal
Te superamo com doçura celestial
Estou tão entregue
Sensação de nunca mais morrer
Total falta de sentido, pulsante
Eu te superamo
Este estado de graça e desgraça
Meu maior dom, divinal
Porque amar é morrer de si
Amo-me mais que a você
Com uma força descomunal
Conhecer-te todo e viver-te
Não existe dor, é milagre do amor
Amar é não viver-se e ser imortal
Te superamo com doçura celestial
SUPERAMORMEU
Eu queria ser você
Este estado de graça e desgraça
Conhecer-te todo e viver-te
Estou tão entregue
Meu maior dom, divinal
Não existe dor, é milagre do amor
Sensação de nunca mais morrer
Porque amar é morrer de si
Amar é não viver-se e ser imortal
Total falta de sentido, pulsante
Amo-me mais que a você
Feitiço do corpo que agora escreve
Eu te superamo
Com uma força descomunal
Te superamo com doçura celestial
Este estado de graça e desgraça
Conhecer-te todo e viver-te
Estou tão entregue
Meu maior dom, divinal
Não existe dor, é milagre do amor
Sensação de nunca mais morrer
Porque amar é morrer de si
Amar é não viver-se e ser imortal
Total falta de sentido, pulsante
Amo-me mais que a você
Feitiço do corpo que agora escreve
Eu te superamo
Com uma força descomunal
Te superamo com doçura celestial
Rotina Virtual

Ninguém entra no meu Blog
Mas meu ORKUT está cheio...
Cheio de amigos desconhecidos
Não tenho tempo de acessar
TWITER, FACEBOOK, MYSPACE
São tantos e-mails para enviar
Temo qualquer ameaça virtual
Basta um Enter e me deletam
Só um Backup para me salvar
MSN, só entro se for Invisível
Calor humano não é acessível
Tb naum sei tc com gnt que eh :-(
Preciso instalar atualizações
Realizar a varredura integral
Fechar os programas e reiniciar
Meu Santo GOOGLE!
Será que consigo ainda hoje
Encerrar a conta e desligar?
Acesse meu Blog: kitquirino.blogspot.com
Aceito seu convite para o TWITER: @kitquirino
Adicione-me no MSN: kitquirino@hotmail.com
Meu Abandono

Eu hoje caminho solitária
Como se não fosse meu o caminhar
Eu hoje caminho a favor do vento
Para ver aonde o vento vai me levar
Lugares distantes tão cheios de estranhos
E eu tão cheia de tudo tão cheia tão cheia
Eu hoje não imagino o que seria de mim
Se não fosse minha liberta presença
Eu me conformo em ser tão sozinha
Isso dentro de mim é silêncio
Silêncio cheio cheio de multidão
E eu tão cheia de mim tão cheia tão cheia
Eu hoje vou dormir recolhida ao seu lado,
Absorver o calor do seu sono profundo
Para me lembrar que a noite, sem ele,
É meu maior e mais frio abandono
Abandono tão cheio de você
E eu tão cheia de lua tão cheia tão cheia
Menos Valia

“O estrangulamento fiscal e monetário da demanda interna”
Foi esta a genial frase dita em economês para explicar ao povo
O que no vulgar entende-se como desigual distribuição de renda
Mas o estrangulamento fiscal e monetário da demanda interna
Fez com que Lourival, chefe de família, saísse de casa com fome
Fez com que os filhos de Lourival ficassem em casa com fome
Fez com que Lourival sacasse uma arma do bolso para roubar
Fez com que ele levasse do açougue carne de vaca sem pagar
O estrangulamento fiscal e monetário da demanda interna
Fez com que Lourival parasse na delegacia como ladrão
E ao reagir, fosse jogado na cela da porca prisão
Foi confundido com o estripador temido
Ambos pretos, pobres e bandidos
Lourival foi estrangulado
Morreu à míngua
Sem valia
A Menor Guerra do Mundo

Era uma vez e não era uma vez...
Atenção na estória que vai começar
É a estória de uma pequenina guerra
Que dizem, nunca mais vai terminar
Não tem mocinho nem bandido
Não tem armas nem mesmo feridos
Mas tem uma grandiosa batalha
Travada em nome do Maior Amor
É a guerra de uma linda rosa branca
Contra os espinhos de sua própria flor
segunda-feira, 21 de junho de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
Cordel da Contra Cultura

A cultura nacional
Anda muito devagar
Não sabe se vai festeira
Ou se fica no jabá
E a música popular brasileira
Só a história vai lembrar
Nossos críticos de arte
Deveriam ter manual
São tantos teoricismos
Que ninguém sabe explicar
Me perdoem o pessimismo
Mas o artista só quer criar
O teatro é visto apenas
Por pequena parte da população
É que ele perdeu audiência
Para os canais de televisão
O ator quer sua evidência
E o público quer outra diversão
O trabalhador da arte
É chamado vagabundo
E pouca gente sabe
Como ele cria o mundo
Sem nenhum salário base
E nem um pequeno fundo
O rádio há muito tempo
Era aquela curtição
Agora ele se tornou
Peça de decoração
Perdeu sua eficiência
Para o Domingão do Faustão
O circo foi fechado
E o menino ficou na rua
O sinal está vermelho
E começa sua agrura
Vira malabarista arteiro
Cospe fogo, engole desventura
O cinema brasileiro
Ganhou muita reputação
Colocou na grande tela
Muitas cenas de ação
Eu já digo sem cautela
Que isso é americanização
A pintura saiu da parede
E ganhou tri dimensão
Já não cabe numa sala
Pois virou instalação
Chamam arte contemporânea
Eu, liberdade de expressão
A cultura brasileira
É um grande bordão
Todo povo é artista
Nos pampas e no sertão
É um povo que samba
É um povo artesão
Para quem me entendeu
Eu fico muito feliz
Mas vou deixar ao leitor
A sua própria opinião
Quem junto vier compor
Da arte será cidadão
Kátia Quirino
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